Encontre os parceiros de distribuição e de negócio certos no Japão
Alguns produtos chegam mais depressa aos clientes japoneses através de um canal local estabelecido do que pela venda direta. Mapeamos os tipos de parceiro que se adequam ao seu setor, pesquisamos candidatos, abordamo-los em japonês e ajudamo-lo a distinguir um parceiro genuinamente interessado de um parceiro apenas educado.
O desafio
Encontrar um parceiro japonês raramente é uma questão de encontrar uma lista. A dificuldade está em saber que tipo de intermediário se adequa ao seu produto, que empresas trabalham genuinamente a sua categoria e se o entusiasmo inicial reflete uma intenção real de vender.
- Muitos distribuidores japoneses competentes têm uma presença web em inglês reduzida, pelo que são praticamente invisíveis para uma pesquisa feita em inglês.
- A cobertura de categorias é muitas vezes mais estreita do que o perfil da empresa sugere; uma empresa listada em equipamento industrial pode trabalhar um conjunto muito específico de linhas.
- As abordagens frias de empresas estrangeiras desconhecidas são frequentemente ignoradas, a menos que a apresentação explique, em japonês, por que motivo é este parceiro em concreto.
- A cortesia numa primeira reunião nem sempre significa que o parceiro tenciona colocar esforço comercial por trás do produto.
- O modelo de canal certo difere de setor para setor — um distribuidor, uma trading company, um integrador de sistemas e a venda direta podem estar todos corretos, dependendo do produto.
- As relações com fornecedores existentes, as linhas concorrentes e a capacidade interna decidem frequentemente a resposta mais do que os méritos do seu produto.
- As questões de exclusividade, território e compromissos mínimos podem surgir cedo, antes de qualquer das partes saber o suficiente para lhes responder bem.
Como o conjunto de candidatos se estreita
A busca de parceiros parte de uma visão ampla do mercado e avança para um pequeno conjunto de conversas reais. Nenhuma etapa traz um número prometido — a forma difere de setor para setor.
- Panorama do mercado
- Universo de candidatos
- Candidatos relevantes
- Abordagem
- Conversas
Nenhuma etapa aqui está associada a uma contagem. Quantos candidatos existem, quantos são genuinamente relevantes e quantos respondem varia consideravelmente conforme o setor, a categoria de produto e o tipo de parceiro envolvido.
O que apoiamos
A busca de parceiros é um trabalho sequencial: definição, mapeamento, pesquisa, abordagem, qualificação. As atividades abaixo descrevem o que cada parte envolve na prática.
Definir o parceiro ideal
Apurar como é um bom parceiro para o seu produto: encaixe de categoria, base de clientes, capacidade técnica, alcance geográfico e apetite por uma nova linha.
Mapear o mercado
Estabelecer como a sua categoria de produto chega hoje aos compradores no Japão e que camadas de intermediários existem entre o fabricante e o cliente final.
Identificar tipos de parceiro
Decidir quais se enquadram no seu caminho, entre distribuidores, importadores, atacadistas, concessionários, revendedores, integradores de sistemas, trading companies, varejistas, agentes comerciais ou parceiros estratégicos.
Pesquisa de candidatos em japonês
Pesquisar empresas através de fontes em japonês, diretórios setoriais, listagens de associações comerciais e imprensa do setor, em vez de resultados de pesquisa apenas em inglês.
Triagem e priorização
Filtrar os candidatos por encaixe de categoria, conflitos prováveis com produtos concorrentes, dimensão e acessibilidade, para que a abordagem chegue a empresas que vale a pena contactar.
Abordar os candidatos em japonês
Contactar os candidatos pelas vias a que as empresas japonesas efetivamente respondem — formulários de contacto, e-mail e telefone — com uma explicação clara da oportunidade.
Qualificar o interesse
Colocar as perguntas que separam a curiosidade da intenção: linhas atuais, estrutura comercial, clientes-alvo e quem dentro da empresa ficaria responsável pelo produto.
Marcar as conversas
Organizar reuniões online ou presenciais, preparar ambos os lados para o que esperar e interpretar quando a conversa o exigir.
Acompanhamento e apoio com materiais
Manter o contacto depois das primeiras reuniões e coordenar os documentos em japonês de que um parceiro precisa para avaliar o produto internamente.
Escolher um modelo de canal: distribuidores, trading companies e revendedores
Os termos ingleses sobrepõem-se e não correspondem de forma limpa à prática japonesa. Um distribuidor compra, armazena e revende, assumindo frequentemente o risco de estoque e prestando apoio local; os termos japoneses 代理店 e 販売店 são ambos traduzidos por “distribuidor”, mas podem descrever acordos bastante diferentes. Um revendedor normalmente vende o produto adiante sem o mesmo grau de compromisso com estoque ou assistência. Um importador trata das alfândegas, da conformidade e da mecânica de trazer a mercadoria para o país, e pode ou não vendê-la também. Uma trading company (商社) pode combinar vários destes papéis e acrescentar financiamento, logística e sourcing, indo de grandes generalistas a especialistas numa única mercadoria ou indústria.
Qual destes se adequa depende muito do setor. Os produtos físicos que atravessam uma fronteira precisam geralmente de alguém que trate da importação e da conformidade, seja um importador dedicado, uma trading company ou um distribuidor com função própria de importação. O software e os produtos técnicos chegam mais frequentemente aos compradores através de integradores de sistemas ou revendedores que incorporam o produto numa implementação maior e, em alguns setores, a relação do integrador com o cliente final pesa mais do que a própria marca do produto. Os bens de consumo podem passar por atacadistas antes de chegarem aos varejistas, e os compradores do varejo podem esperar uma contraparte japonesa capaz de tratar da rotulagem, das devoluções e da continuidade de fornecimento.
A venda direta continua a ser perfeitamente viável em muitos setores, e é um erro presumir que todos os produtos precisam de um intermediário no Japão. O software empresarial, os serviços profissionais e o equipamento industrial especializado são frequentemente vendidos de forma direta, com um parceiro acrescentado mais tarde para cobertura ou assistência. Noutras categorias — sobretudo onde dominam a distribuição física, o tratamento regulamentar ou relações de compra estabelecidas há muito tempo — chegar aos compradores sem um parceiro local pode ser muito lento. O modelo de canal deve seguir a forma como a sua categoria efetivamente circula no Japão, e não uma regra genérica sobre o mercado.
Exclusivo ou não exclusivo
A exclusividade pode motivar um parceiro ou congelar um território. O compromisso merece uma reflexão cuidadosa e aconselhamento jurídico qualificado antes de se acordar seja o que for.
Um parceiro ou vários
Um único parceiro nacional simplifica a gestão; parceiros regionais ou por segmento alargam a cobertura, mas podem criar sobreposições e conflito de canal.
Onde fica o suporte
Decida cedo se o parceiro presta apoio técnico e assistência pós-venda, ou se isso fica consigo apesar da diferença de fuso horário.
Margem e motivação
Um parceiro distribui a sua atenção comercial por muitas linhas. As condições comerciais e a simplicidade do produto influenciam ambas a atenção que a sua recebe.
Direto mais parceiro
Algumas empresas vendem diretamente às grandes contas enquanto um parceiro cobre os clientes mais pequenos ou regionais. Essa combinação precisa de regras claras para evitar conflitos.
Como decorre uma busca de parceiros
Desde a compreensão do produto até ao apoio às primeiras conversas sérias com candidatos.
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01. Briefing de produto e canal
Ficamos a conhecer o produto, os seus compradores, as suas necessidades de suporte e como é vendido nos mercados onde já tem parceiros.
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02. Definição do parceiro ideal
Encaixe de categoria, base de clientes, capacidade e território ficam por escrito, juntamente com o que desqualificaria um candidato.
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03. Mapeamento do panorama do mercado
Estabelecemos como a sua categoria chega hoje aos compradores japoneses e que tipos de intermediário estão efetivamente envolvidos.
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04. Pesquisa de candidatos
A pesquisa em japonês constrói uma lista de candidatos a partir de diretórios, listagens de associações, imprensa setorial e relações de fornecimento conhecidas.
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05. Triagem e seleção
Os candidatos são verificados quanto a sobreposição de categoria, linhas concorrentes e encaixe plausível, e depois priorizados para abordagem.
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06. Abordagem em japonês
As empresas selecionadas são contactadas em japonês, com uma explicação do produto e do motivo pelo qual foram abordadas em concreto.
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07. Qualificação do interesse
As respostas são seguidas de perguntas sobre estrutura comercial, clientes-alvo e responsabilidade interna por uma nova linha.
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08. Coordenação das conversas
São marcadas reuniões entre a sua equipe e os candidatos interessados, com interpretação e contexto fornecidos a ambos os lados.
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09. Apoio no acompanhamento
Mantemos o contacto durante o período de avaliação e coordenamos documentos, enquanto a sua equipe conduz as decisões comerciais.
Considerações específicas do Japão
As apresentações têm peso
Uma abordagem específica e bem explicada em japonês supera frequentemente um envio genérico. As empresas japonesas avaliam com frequência o cuidado com que foram abordadas.
Cortesia não é compromisso
Uma primeira reunião cordial é normal e não sinaliza intenção. As perguntas de qualificação contam mais do que a simpatia de uma resposta inicial.
Camadas de decisão interna
A decisão de um parceiro de assumir uma nova linha pode envolver vários departamentos e aprovação interna, pelo que as respostas podem ser mais lentas do que o esperado.
Relações longas com fornecedores
Os laços com fornecedores existentes podem ser duradouros. Um bom candidato pode recusar por causa de uma linha concorrente e não por causa do seu produto.
Casos de utilização típicos
Estes são cenários ilustrativos, escritos para mostrar como o trabalho de busca de parceiros pode diferir entre setores. São hipotéticos e não são relatos de projetos concretos.
Fabricante de equipamentos que precisa de uma via de importação
Um fabricante cujo produto exige tratamento regulamentar japonês procura um importador ou distribuidor familiarizado com a sua categoria, e não um agente comercial genérico.
Fornecedor de software à procura de integradores de sistemas
Um fornecedor que vende a grandes empresas japonesas procura integradores que já implementem sistemas adjacentes, para que o produto seja incorporado em projetos que o integrador já está a ganhar.
Marca de consumo a abordar o varejo
Uma marca de produtos domésticos ou alimentares explora atacadistas e trading companies capazes de tratar da importação, da rotulagem e das relações com o varejo, a par de um canal de varejo especializado mais estreito.
Exemplo hipotético de projeto. O escopo real depende dos objetivos e do mercado-alvo de cada empresa.